Como bem disse Cecília Meireles: "Ai, palavras, ai, palavras/ Que estranha potência a vossa!" Pude perceber tal potência na escrita de um texto sobre o tempo e como cada pessoa possui a particularidade em interpretar um texto ou tentar perscrutar a mente do autor no intento de querer advinhar a mensagem a ser passada sem qualquer ruído, porém aí está a riqueza de inventar e reinventar a língua, brincar com as palavras e garanto que ninguém acertou o motivo da reflexão temporal.
No ato de inventar e reinventar as palavras, hoje, reportarei sobre uma questão intrigante do perdão. Ato divino, segundo alguns.
Em sendo, hoje uma sexta-feira, para os católicos um dia de reflexão sobre os atos da semana e memória da Paixão do Senhor, e aproveitando o lado místico deste escritor, numa passagem do Evangelho, Jesus Cristo é inquirido quantas vezes deve-se perdoar alguém, eis que em outras palavras o Mestre responde: ad semper.
E no sempre, sempre perdoar, é que se faz a beleza do divino e do humano, com certeza a parte divina do ser humano é capaz de realizar ações maravilhosas e até impensáveis, dentre as quais o perdão, porém para total realização do ato de absolver, faz-se necessário o humano agir.
Existe uma bela música que reflete sobre o ato de que a humanidade do homem e da mulher muitas vezes grita com mais força e esquece-se da divindade mesclada com nossa humanidade.
Ah! Minha gente! É tempo, e, hoje, o agora, o minuto faz o instante posterior, no sentido de sermos melhores e, por ato contínuo, melhorar o próximo, a fim de construir um mundo melhor. Primeiro o nosso mundo interior e, em consequência, o exterior, mas não é fácil tal atitude, pois somos humanos demais para entender a grandiosidade de nossa humanidade/divindade e gostamos de cultivar a pequenez do que sofrer a dor para crescer.
A dor do crescimento é algo inexplicável, no momento é algo eterno, porém quando passa, que maravilha o é para entender o paraíso ou tempo de bonança advindo, no entendo, apesar do próprio J.C. ter dito sempre perdoar, oferecer a outra face, etc. Existem pessoas/museus guardam o tempo como se presente fosse e, no tempo, oportuno retomam o passado, e ferem os outros com tal força de um tornado de força sete.
É minha gente! O ato de perdoar é divino, mas cheio de humanidade! Ainda bem que seja dessa forma com o intuito altamente pedagógico de Deus.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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