Muitas pessoas acham que amar é fazer teatro, ou seja, vestir-se num personagem e sair por aí ecenando o amor como se fosse assim, simples, porém creio que não seja assim.
Certa manhã, estando eu tomando meu café matinal e minha querida mãe disse-me algo que levou-me a refletir sobre o nosso fazer com amor para todas as pessoas que se encontram ao nosso redor, indistintamente.
Recordei-me dos escritos de São Paulo, quando este reporta-se ao amor de forma concreta aos nossos irmãos. O amor que é capaz de sublimar todas as coisas em prol da unidade. Mas a unidade com amor é ainda capaz de acolher as diversidades no mesmo amor. Estranho?! Entretanto é assim mesmo, tente amar as pessoas, conforme nos aconselha o apóstolo, pois ele esteve nos bancos escolares do Mestre Jesus Cristo.
As nossas comunidades eclesiais, infelizmente, vivem muitos afazeres pastorais, porém se não é realizado no amor ágape, simples e meramente farão barulho, sem refletir esse amor de Deus a cada pessoa existente na terra.
Sabiamente o Papa Bento XVI, em sua encíclica Deus caritas est, exorta sobre a necessidade de recordarmos linguísticamente e na prática o amor cristão que perpassa as paredes do templo e explode em sua beleza na prática do cotidiano, ou seja, deixarmos de sermos artistas do amor e partimos para arte de amar.
O amor teatral é fácil quando usamos sua máscara, porém o mais belo é aquele amor sincero que brota do nosso coração em prol do próximo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
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